I
Estátua esconsa esquecida ainda
Guarda na profundeza dos olhos
Ao seu redor, jardins aos molhos,
Ventos de um tempo atemporal,
Mais a ginga
Das estrelas e a nudez original.
II
Mais ao longe no mar passam navios
Em serenos sobressaltos:
Como se a cidade lá dos seus altos
Ainda guardasse uma estátua incauta
Recriando nos seus olhos vazios
A Nau Argo e seu lendário argonauta.
III
Há estátuas postas ao acaso esquecidas.
Outras de porte alto são enlevadas.
Porém todas quantas da pedra são nascidas
P’las mãos do artífice ficam enamoradas.
Jorge Humberto
03/09/2026