Hoje não quero nada,
Nem movimento nem acção
Que se prolongue e
Estenda, para além
Da sua extensão.
Quero apenas a inércia,
Corpo sem matéria,
Nem alma nem essência.
Traço rude e imaterial,
Intangível,
Fora do alcance da mão.
Que fique só o coração,
Submetido
A meus pés… no chão.
Tanta crueza
Assim,
Ainda contém
Alguma elegância,
Simplicidade e clareza.
Mas, hoje, não quero nada.
Jorge Humberto
10/09/2026