Todas as coisas que são coisas em si
Permanecem inteiras
Na memória diáfana e transparente
Transportando-se para o presente,
Ainda coisas, num futuro chão de agora.
Uma pedra é uma pedra.
Ora esbatida ora de vida enobrecida.
Como flor amarelecida
Na pedra - que no chão ainda medra.
Oscilações de mares são dos mares
As mesmas marés -
Ondas que vão de ondas aos pares,
Arremessando-se aos nossos pés.
Há coisas pré-estabelecidas,
Como a uma pressa de chegar…
Ainda nomes e coisas desavindas,
Que nunca chegarão a nenhum lugar.
Mas se pusermos o nome das coisas
Como coisas com nome
Para serem aqui e ali reconhecidas,
Então isso importa
Como coisas Sub-entendidas
Ou como o nome que as comporta.
… … … … … … … … … … …
Os pés e a coluna vertebral,
São de todos nós as chaminés -
Ascendem em fumaça animal,
Desde onde fomos, rente a quem és.
Jorge Humberto
23/08/2026