É na saudade e na solidão
Quando os silêncios são pouco sábios,
E as cartas sem retorno são em vão.
Quando o beijo é feito sem lábios,
E queremos tocar onde não chega a mão,
Que a alma nos diz que já é hora.
É hora de estar em prontidão,
De querer sair desta dimensão:
Tão bela, árdua, sinuosa e torta!
É hora de encontros, de ir embora.
Que da vida, sem bónus,
Nada mais se espera,
Além da entrada suave e calma
Noutro mundo, noutra esfera.
Quando perdemos o tónus,
O que realmente ainda importa
É a consciência e a paz na alma.
Não chorem por mim quando eu for!
Cantem e assobiem, que o som voa!
Cantem, que o canto espanta a dor!
Cantem, que no universo o canto ecoa!
Não chorem por mim quando eu for!
Cantem e assobiem, que o som voa!
Cantem, que o canto espanta a dor!
Cantem, que no universo o canto ecoa!
Não sou poeta mas, quem sabe, um dia escreverei
um texto que (pela persistência e sorte) possa ser lido como poema
Perder um filho com 45 anos, um amigo omnipresente, pese tenha também 2 filhas e 5 netos, [ele deixou uma menina de 5] Cada um vive o luto à sua maneira, no seu canto. Ha portanto saudade e um puco mais de solidao, e a idade contibua veloz. A qualquer momento... Este texto é portanto a vontade, minha e de tantos, a realidade. Eu escrevo cartas e textos, faço videos, como se o meu filho me ouvisse e para que a neta saiba o quanto ele foi amado, - se quiser ver os videos, claro-