Sempre que escrevo o último verso
Vou até a minha janela ainda imerso
Naquelas palavras e digo foi o último
E sim é o que desejo bem lá no íntimo
Aí vem o poeta dizendo que o sempre
Não é o que acontece em todos os dias
Daquele meu pra sempre vem uma semente
E acabo na noite seguinte em outra poesia
Se ao menos eu soubesse como fazer
Mas talvez pra isso eu tenha de mudar
E eu não conseguiria decerto ignorar
Essa chama que me faz vir e escrever
Então entendi que o sempre dura um dia
E se hoje trago versos de alguma despedida
Talvez o amanhecer escolha uma antiga melodia
E entre pela minha janela iluminando minha vida
...em nova poesia...
Deus abençoe o dia seguinte
Carlos Correa