Pode ser que eu tenha me perdido
Por entre muitas centenas de versos
Um labirinto de sonhos já esquecidos
Que ainda vivem num mundo submerso
Pode ser que eles estejam escondidos
Num lugar do qual não saiba o caminho
Então escrevo versos simples protegidos
Por estrelas antigas como os pergaminhos
Talvez já esteja na hora deles dormirem
Dar um boa noite pelas velhas canções
Que eu nunca escrevi até os ver partirem
De volta ao brilho das treze constelações
Por que então eles insistem em amanhecer
Nessa indecifrável insana imposição em escrever
Deus abençoe o universo que não se vê
Carlos Correa