Mostras com mão mole o teu ego egoístico
És ministro de um desgovernado ministério
Senhor de tantos qu'aqui nunca tu amaste
És sombra de um dia sem o teu sol crístico
Nuvem medrosa que paira em oco mistério
Sem chão onde durma a cova que herdaste
Serás sempre um salafrário sem dignidade
O biltre energúmeno com ar de mais nada
Que passeia nos corredores da democracia
Baboso orgulhoso da falta de humanidade
A vírgula verborreica da política já cansada
Dos teus irmãos nesta nossa pátria já vazia