Libertação
Liberto-me, hoje, do mal nefasto
da vida que ousei enamorar
na fragilidade d’ emoções,
na inércia de sentimentos.
Eu navego, em rumo do levante,
com fé forte de encontrar o amor
sonegado pelos mil grilhões
deste meu ser rasgado de medos.
Liberto-me de paixões orgasmáticas,
de enredos tenebrosos e orgiásticos,
de vãs cópulas a prenhas odaliscas
dementes no cio famélico do amor.
Parto, vazio, sem voltar a face,
sequer derramar uma lágrima,
ou de murmurar qualquer saudade
de meu ego a lugares e esposas.
Oriento-me, para a liberdade
do amor estreme sem contenções
sociais emergentes dos infernos,
das cadeias em ciúme tecidas.
Eu parto, tão livre, como o vento!
Liberto-me, enfim, sem desgosto.
E a estrela-guia do oriente
será a minha princesa amada.
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