Eu já fui um homem grande,
Hoje sou o menino poetinha,
E lendo vou, à sombrinha,
Até que o ostensivo sol abrande.
Depois… quando a tarde cair,
E o caminho de poeira assentar,
Cedo não vou dormir,
Tenho versos e algum subtrair,
Sem maldade, digo-o convicto!
Subtrair, sim, de todo o adulto,
Seu mundo inerte e tão restrito,
Como um mar raso e devoluto.
Dito assim, antes ser menino,
Soltar amarras, ir pelo mundo…
E aí encontrar o meu destino,
No suspiro de um mar profundo.
Jorge Humberto
06/11/2026