Eu sou um mero passageiro,
sem destino certo
mas de espírito aberto.
Todos os caminhos me seduzem.
Ao sol ou à chuva,
pela bruma,
todos eles me conduzem,
onde a luz
era o que mais sabia.
Sem atropelo, agonia
ou maldade,
há na distância,
- como na idade -
uma tal envolvência,
e uma certa eloquência, que,
gira dentro de mim,
- a marcar presença -,
toda uma imensa cidade:
qual não é minha pertença,
somente
o viver em liberdade -
partir e voltar,
sempre sem dizer adeus,
mas, às gentes que passam,
toda a minha deferência.
Jorge Humberto
03/11/2026