Ganhem as folhas cores primaveris ou no outono as percam,
caídas pelo chão, com estertor ou placidez,
pertencem à mesma árvore, em todas as estações.
As folhas crescem ou fenecem, e assim está bem.
É a rigidez do nosso próprio ângulo de visão,
que ora as vê, ora as não vê,
que nos condena à contradição e à dualidade.
Pior do que isso é o homem quando recusa a sua posição:
ao querer interpor-se na natureza,
acaba por difamar o que não consegue entender.
— Reflexão de um poeta português, Novembro de 2026
(Pôr aqui o meu nome era um livre-trânsito para a especulação).
Há pensamentos que nos batem à porta e que não podemos deixar guardados.
Hoje, enquanto olhava para as voltas que a vida dá e para a forma como tantas vezes
Tentamos lutar contra o tempo, estas palavras nasceram.
Pensei em ti e quis partilhar este pedaço de mim.
Espero que este texto te traga o mesmo sossego que me trouxe a mim ao escrevê-lo.
Um abraço...