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Poemas : 

fico por aqui

 

Na esperança. Qual esperança? Na vaga. Vaga. Lume. Que olhos por aqui não passam. Que mentes aqui não pulsam.
Na compulsão da escrita. Letras que interagem, buscando sentido. O sentido. Qualquer que seja.
Por aqui não passam olhos.
A mão em brasa. Na tecla aflita. Longe o tempo do papel amarrotado. Do escrever na esplanada, na chuva. No relâmpago estremunhado. Na tempestade.
Não há tempestades, nem marés se vislumbram. O frio aquece. Gelam os dedos. Frenéticos na escrita. Confusos. Entorpecidos no esgar do pensar aflito de treva.
Em vão. Todos vão. Fico por aqui. Por onde não passam olhos.


 
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mjoao
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Enviado por Tópico
Mel de Carvalho
Publicado: 15/05/2007 19:10  Atualizado: 15/05/2007 19:10
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Usuário desde: 03/03/2007
Localidade: Lisboa/Peniche
Mensagens: 1562
 Re: fico por aqui
Passam sim. Passaram os meus. Talvez cansados, talvez semi-mortos, semi-vivos. Talvez evasivos. Outrora vivos ...
Qual esperança? Não sei ...

Gostei de te ler
Voltarei!
Mel

Enviado por Tópico
goretidias
Publicado: 15/05/2007 19:43  Atualizado: 15/05/2007 19:43
Colaborador
Usuário desde: 08/04/2007
Localidade: Porto
Mensagens: 1237
 Re: fico por aqui
Podem ser frenéticos, mas não são confusos! Os seus dedos tecem maravilhas no écrã ! Um beijo