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"Viagem ..."

 
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”Viagem ...”

Fechei todas as janelas,
porque naquele momento,
desesperadamente,
precisava da solidão...

Talvez em busca de mim mesma,
saí à procura de meus passos,
que outrora, dados com segurança,
tão distantes ficaram de mim.

Tentei ouvir-lhes o som,
perdi-me em lembranças...
E sons de risos ecoavam por todo canto,
e de músicas de ritmos alegres,
fazendo com que me perdesse ainda mais.

Indecisa, andei no escuro
e tateando fui juntando os pedaços desse caminho.
Um a um, os coloquei sobre a mesa do tempo...
Do meu tempo.
Estava completo!
Refeito!
Estava pronto!

Abri, então, em paz,
as janelas de minh'alma
e meus olhos se depararam
com o mais luminoso sol
que o Universo já me havia ofertado!


Lourdes Braga Fracalossi





 
Autor
lfracalossi
 
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Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 10/06/2009 09:08  Atualizado: 10/06/2009 09:08
 Re: "Viagem"
Os meus aplausos sinceros.

Bj


Enviado por Tópico
Gyl
Publicado: 09/02/2016 21:12  Atualizado: 09/02/2016 21:12
Usuário desde: 07/08/2009
Localidade: Brasil
Mensagens: 16113
 Re: "Viagem ..."
Mansidão... quando abrimos a janela da alma damos oportunidade para um novo sol. Bom de se ler, de se sonhar. Obrigado pelo momento. Beijos destas Minas que não acabam mais!

Enviado por Tópico
Volena
Publicado: 09/02/2016 21:35  Atualizado: 09/02/2016 21:35
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2012
Localidade:
Mensagens: 12485
 Re: "Viagem ..."
Pois as janelas são para isso mesmo...fechadas à escuridão e abertas à alegria das manhãs, muito bonito o seu poema. Bjo Vólena

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 10/02/2016 09:05  Atualizado: 10/02/2016 09:05
 Re: "Viagem ..."
Qual Viagem...



Queria trazer eu no pelo, um beijo
Não meu, mas da chuva temperada
E quente,, congelado no momento
Antes de o ser dado... e o prazer

Do antes quase colado, sem palavras,
Quase como se fosse o instante,
Depois do relâmpago que precede
A tempestade,queria ser eu

P'lo temporal açoitado, com dentadas
Da chuva brava, como se uma boca
Danada me afagasse completo com
O cheiro a ozone e terra molhada,

Fresas como beijos da natureza
Fada e o odor bravio a pinheiro,
Quereria amar a lua e luar, mesmo
Aquele agreste e frio de Janeiro,

Com o chão prata e branco, assim
Como o meu desmazelado cabelo
Amante das madrugadas e do afago
Das pedras dos caminhos onde caio

Eu ao anoitecer que amo, que beijo
E onde me ajeito, assim como se fosse
Meu travesseiro, minha confidente
Meu amor primitivo e primeiro,

Sinto como se morresse de prazer
E o não voltar da morte seria o êxtase
Total e a certeza de fazer parte da vida
Na Terra redonda na qual viajo...



Jorge Santos (31/08/2015)
http://namastibet.blogspot.com