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Dissipo-me na penumbra do dia

 
Dissipo-me na penumbra do dia
e renovo-me numa espiral
de sentires ao amanhecer
troncos nus deitados, observam-se
folhagens outonais acariciam,
os ramos híbridos do corpo
trilhos e abismos entrelaçam-se
no passado e no presente
e a claridade penetra
nas ramagens primaveris
de que somos feitos
mais um dia que me transforma
em muitas partículas invisíveis
evaporando-se no vento existencial
e tu amor, permaneces eternizado
nas copas baloiçantes das arvores
distante de mim

Escrito a 20/2/2026

Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=382590 © Luso-Poemas
 
Autor
Liliana Jardim
 
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Enviado por Tópico
Alpha
Publicado: 21/02/2026 19:37  Atualizado: 21/02/2026 19:37
Membro de honra
Usuário desde: 14/04/2015
Localidade:
Mensagens: 2310
 Re: Dissipo-me na penumbra do dia
Olá, Liliana Jardim

No amor há sempre renovação
mesmo após a dor mais profunda
refaz-se em cada nova pulsação
como onda que volta e inunda!

Amor eternizado é aquele que mesmo dissipado no mundo continua inteiro na alma! Todas as palavras são poucas para descrever o amor nos seus diversos sentires! Belo!

bjs

Enviado por Tópico
Barbozza
Publicado: 23/02/2026 17:05  Atualizado: 23/02/2026 17:05
Membro de honra
Usuário desde: 24/07/2009
Localidade: Brasil - Alagoas
Mensagens: 1909
 Re: Dissipo-me na penumbra do dia
Liliana Jardim, um poema profundo em sua linguagem, em momentos, discorre um encontro de saudade e ausência total, ademais pela partida ou para o além, ecos de solidão-,. abraço.

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