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Augusto dos Anjos : Mágoas
em 08/08/2011 15:51:46 (6722 leituras)
Augusto dos Anjos

Quando nasci, num mês de tantas flores,
Todas murcharam, tristes, langorosas,
Tristes fanaram redolentes rosas,
Morreram todas, todas sem olores.

Mais tarde da existência nos verdores
Da infância nunca tive as venturosas
Alegrias que passam bonançosas,
Oh! Minha infância nunca tive flores!

Volvendo ã quadra azul da mocidade,
Minh'alma levo aflita à Eternidade,
Quando a morte matar meus dissabores.

Cansado de chorar pelas estradas,
Exausto de pisar mágoas pisadas,
Hoje eu carrego a cruz de minhas dores!


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Enviado por Tópico
RoqueSilveira
Publicado: 08/08/2011 18:11  Atualizado: 08/08/2011 18:11
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Localidade: Braga
Mensagens: 8204
 Re: Mágoas
aqui um exemplo de que um poeta consagrado também escreve poemas soturnos, de rima fácil e mais enfastiantes que o tédio, isto sem desprimor quanto ao valor da sua partilha.
ótima tarde para vc Helen.

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