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Federico García Lorca : Soneto da grinalda de Rosas
em 25/06/2012 22:13:53 (1751 leituras)
 Federico García Lorca

Essa grinalda! Pronto! Estou morrendo!
Tece depressa! Canta! Geme!Canta!
Que a sombra me enturva a garganta
E outra vez e mil a luz de janeiro.

Entre o que me queres e te quero,
Ar de estrelas e tremor de planta,
Espessura de anêmona levanta
Com escuro gemer um ano inteiro.

Goza a fresca paisagem da minha ferida,
Quebra juncos e arroios delicados.
Bebe em coxa de mel sangue vertido.

Porém, pronto! Que unidos, enlaçados,
Boca rota de amor e alma mordida,
O tempo nos encontre destroçados.


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