Luso-Poemas
Registe-se agora!     Login

Links


Utilidades

Consultar

Outros

Quem está em linha

268 leitores online (229 na seção: Poemas e Cartas)

Luso-Poetas: 5
Visitantes: 263

Arcanjo, Betimartins, GeMuniz, José António Antunes, JOSÉMANUELBRAZÃO, mais...

Licença

Licença Creative Commons

Proteção anti-cópia

Protejendo os seus poemas com Tynt

Subscreva-se

Partilhar Poemas -> Surrealistas :  hermafrodita
Tags:  introspecção    canto    lezíria  
 
subjaz silêncio
na pétala dum malmequer aberto
bem-querer em trilho dócil
terra batida no âmago desta Lezíria.

avanço na manhã calada
e danço o olhar sereno por sobre a tela que se me oferece:
terreiro harmónico de espanto
em que me perco, milionésima partícula de nada.
detenho-me numa papoila. irmana com o trifólio de cinco folhas,
lado a lado.
cinjos numa braçada
d’amor
verde
vermelha a cor
folhas dissemelhantes
desde livro tecido aos mistérios da natureza humana
linhas em fio
palavras e asas
soltas
ao vento que passa que as agita
trespassa
e alto voa.
voam as palavras desamarradas da desordem interna.

subjaz o canto
o canto multicelular do verbo, o desejo hermafrodita
de ser, do papel, a letra e a tinta

pálida
incerta

tela
nudez

gazela livre e solta

subjaz a limpidez de olhar
[e a vontade de sentir o teu beijo na pele de minha boca]
horizonte vasto onde estrelas ainda estão por nascer
no ventre consumado
no ventre acasalado de ser poeta e ser mulher

talvez!


Mel de Carvalho
www.noitedemel.blogs.sapo.pt
www.noitedemel.blogspot.com (só prosa)

MT.ATENÇÃO:CÓPIAS TOTAIS OU PARCIAIS EM BLOGS OU AFINS SÓ C/AUTORIZAÇÃO EXPRESSA

Autor
Mel de Carvalho
Autor Mel de Carvalho
textos deste autorMais textos
Rss do autorRss do autor
EstatísticasEstatísticas
 
Texto
Data 02/06/2008 13:24:38
Leituras 739
Favoritos 0
Licença Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
Enviar este texto a um amigoEnviar
Imprimir este textoImprimir
Salvar este texto como PDFCriar um pdf
Recentes
ignoro
beijo de Crisfal
O relojoeiro sem tempo
o órgão do mar
"O seu a seu dono ..."
Aleatórios
O nosso espaço não é ...
Que conta o tempo, como contas o tempo?
Seremos Deuses ...
Fechar o círculo
onde me levou o espanto
Favoritos
Constelação de Escorpião - Vera Silva
Rios verdes - DanielaPereira
Hoje acordei no verde musgo dos teus olhos - VeraCarvalho
Folhetins do Adeus - MariaJoséLimeira
O teu gesto mais profundo - TrabisDeMentia
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 02/06/2008 16:30  Atualizado: 02/06/2008 16:30
Colaborador
Usuário desde: 06/11/2007
Localidade: Cacém
Mensagens: 1026
 Re: hermafrodita
...O desejo hermafrodita
de ser, do papel, a letra e a tinta

Que imagem bela, que figuras de estilo sublimes, que jeito com as palavras, as frases e os sentimentos...

Que inveja!Rs,rs,rs...

Que bom é ler-te!

Enviado por Tópico
Mel de Carvalho
Publicado: 02/06/2008 20:15  Atualizado: 02/06/2008 20:15
Colaborador
Usuário desde: 03/3/2007
Localidade: Lisboa/Peniche
Mensagens: 2314
 Re: hermafrodita p/ Rogério Beça
Caro Rogério,
agradeço-lhe sinceramente reconhecida a atenção que dedica à minha escrita.

Fraterno abraço
Mel

Latino-Poemas

Latino-Poemas Latino-Poemas
Visite a versão espanhola de Luso-Poemas

Login

Usuário:

Senha:

Guardar a senha



Esqueceu a senha?

Registe-se agora!

Comentários Recentes

Luso Pensamentos

Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)



Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)