Não são dias, são momentos
Numa cova sem final,
Onde moram pensamentos
E a saudade sem igual.
Escrevo como lenitivo
à dor que não adia,
Escrevo enquanto vivo
o amor que se amplia
Não tenho o dom de vidente,
Não falo para o além,
Talvez seja um tipo de crente
Qu’escreve sem saber a quem.
Escrevo para que saiba a neta
O quão amado foi o Laurent
Que amou a sua Violeta
tanto como a sua mamã
Escrevo a toda a gente
Até a quem não lê ou sente
Escrevo em prosa ou verso
à aura do Universo
Não sou poeta mas, quem sabe, um dia escreverei
um texto que (pela persistência e sorte) possa ser lido como poema