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Poemas : 

AS MINHAS CINZAS

 
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Reguem a terra com minhas cinzas,
que fertilizem as orquídeas, a terra a cova
que sejam sementes de plantas finas
Lancem-nas como se fossem rosas
Soprem-nas nos cumes das colinas
Declamem-nas como prosa ou trova...
E se ainda algumas sobrarem
Tenham um pouco de compaixão
Dêem-nas de beber ao mar...
O mar essa minha grande paixão!
Com sua sede então apagada
Far-me-á sua amante amada
E me guiará pela mão
Pelo caminho da eternidade
banhar-me-á no rio da saudade...
carregando-me em seu veleiro
desposar-me-á em minha alcova
e eu então em seus braços,
gloriosa como um salgueiro
deixar-me-ei desvanecer em pedaços
qual ondina beijando mar-céu
e de tão perfeita cumplicidade
Deixar-me-ei diluir nesta ambiguidade
Que sempre me pertenceu...
Esse mundo que ninguem entende
E que é só Meu!!!

Dinah Raphaellus

 
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Dinahraphaellus
 
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Enviado por Tópico
AjAraujo
Publicado: 04/10/2009 09:55  Atualizado: 04/10/2009 09:55
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 Re: AS MINHAS CINZAS
Obrigado por sua visita, poetisa. Estou aqui, admirando seus poemas nos quais transparece uma poesia existencial profunda, feito água cristalina vertendo de rocha, adorei este poema, lembrou-me Mário Benedetti (Uruguai), José Martí (Cuba) e Hermann Hesse.