Ah, golfinho azul que brinca e navega
nas águas serenas do meu peito vadio
É agora ou nunca, Maria. Vem logo
e se entrega, minha gata no cio!
Eu tenho sempre tanta coisa pra te contar
Mas de palavras agora nem quero saber
Pois no preciso instante em que te amar,
quero esquecer-me de tudo. Em teu corpo quedar
mudo, deixar tão somente o desejo acontecer
Pois tu és o impulso da minha alma,
razão do meu viver. Vem, luz do meu poema!
Que meu corpo quer dar-te apenas,
o mesmo prazer que de ti espera receber.
Rudá