Sem saber de mim, vejo os dias passarem
pétalas sem aroma perdidas na calçada
enquanto os relógios do mundo conspiram
Corro no silêncio de meus passos
à procura do amanhã desconhecido
perco-me nas entranhas de mil pensamentos,
como se a vida fosse uma eterna luta.
O teu olhar distante, que outrora me aquecia,
é agora um brilho baço, névoa vazia
de tudo o que passa na estrada da vida
e amanhã nascerá mais um dia
com os sons do teu silêncio a rasgar o vazio,
dar-me-ei inteira às vontades do vento,
imaginando o calor da tua voz quente
Escrito a 19/05/26