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Surrealidade da narrativa

 
Parece que ainda o estou a ver: ali sentado, na sua poltrona, onde mais ninguém se sentava mesmo na sua ausência, de cachimbo fumegante a ocupar-lhe a mão direita e chapéu à Al Capone no cimo da cabeça, elegantemente equilibrado sob a ligeira inclinação para um dos lados, emprestando-lhe aquele ar de bom malandro que tudo faz por se especializar na categoria. O fato cinzento e a camisa imaculada é que destoavam das sapatilhas, que, vá-se lá saber porquê, fazia questão de usar sempre. Talvez para correr mais depressa numa situação de apuros... A garrafita do bom e velho whisky de malte era a sua inseparável companheira, sempre pronta a afogar-lhe a sede em qualquer ocasião.
Um dia foi notícia a sua morte. Creio que ainda lá estão restos do cartaz, colados na parede da rua sem nome. Por certo que a sua alma não andará longe... o cheiro adocicado do tabaco, denuncia-o.


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*... vivo na renovação dos sentidos, junto da antiguidade das lembranças, em frente das emoções...»

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cleo
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Enviado por Tópico
AnnaCarvalho
Publicado: 22/05/2011 14:47  Atualizado: 22/05/2011 14:47
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 Re: Surrealidade da narrativa
Colega Cleo,

Entrei no texto!
parabéns!
beijos,
Anna.

Enviado por Tópico
martisns
Publicado: 22/05/2011 16:14  Atualizado: 22/05/2011 16:14
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 Re: Surrealidade da narrativa
UM BELO POEMA maravilha deixo meu abraço