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Um pouco de mim

 
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Um pouco de mim

Quando alguma palavra me sai da boca
Difícil se encontrar um bom entendedor
Acham que a minha sabedoria é pouca
Porque sabem que eu já fui lavrador

Não tenho medo de nenhum entendido
Pois devagar eu abri a minha estrada
Na roça, muitos livros eu já tinha lido
O saber em qualquer lugar faz morada

Andei sobre caminhões como bóia-fria
Para estudar à noite já tomei chuva fria
Já apanhei algodão e já fui professor

Já andei descalço em manhãs de geada
Já ganhei o pão manejando uma enxada
Até chegar a utilizar um computador.

jmd/Maringá,28.06.11


verde

 
Autor
João Marino Delize
 
Texto
Data
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1861
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Enviado por Tópico
Angela.Rolim
Publicado: 28/06/2011 20:46  Atualizado: 28/06/2011 20:56
Colaborador
Usuário desde: 11/11/2010
Localidade:
Mensagens: 1160
 Re: Um pouco de mim
Muito bom o seu soneto a descrever sua vida, sua labuta e o seu saber ! O saber não é privilégio de alguns, o saber é muito diversificado e pessoal. O que o senhor sabe, eu posso não saber, então para mim o senhor será detentor de uma sabedoria que eu não tenho. Só os arrogantes é que se acham melhor do que os outros. Agradeço sua visita! Por não entender o que o senhor disse sobre 'cerúleo' eu queria dizer, será que o caro poeta não está confundindo a palavra 'cerúleo' com a palavra 'cerume' que é muito parecida e que significa cera de ouvido. Eu falei 'cerúleo' que significa da cor do céu, em linguagem poética que os olhos do meu amado vieram do céu. Será que foi isto?

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