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A verdadeira alegria do Natal

 
Saudades do tempo em que vocês eram vivas e me contavam histórias de natais passados. Como este era o dia mais esperado do ano, como vocês se alegravam, ainda que não recebessem presentes, pois os vossos pais quase não tinham comida para pôr na mesa. Ainda assim o vosso natal era lindo, um dia repleto de amor e paz.
Recordo com emoção o vosso sorriso terno perante os presentes que recebiam dos filhos e dos netos, o modo como saboreavam as iguarias tradicionais, o belo bacalhau cozido ou a aletria acabada de fazer. Quantas vezes não vos vi atarefadas a preparar os doces e outras tantas vos ajudei, quando as vossas mãos já velhinhas e cansadas se recusavam a faze-lo.
Hoje, encontrei o meu caminho no paganismo. O natal perdeu toda a sua mística e a única coisa que hoje aprecio realmente é a reunião familiar, pois traz até mim um pouquinho de vocês. Ainda sou eu que faço o presépio e enfeito o pinheiro! Sei o quanto vos deixava felizes contemplar o resultado final, principalmente o menino jesus todo iluminado na sua manjedoura. Guardo comigo todo os vossos ensinamentos, mas guardo especialmente a mensagem essencial que me passaram: a alegria do Natal é a simplicidade...
Amo-vos! Feliz Natal, meus anjos!


Fui à floresta porque queria viver profundamente,sugar o tutano da vida e aniquilar tudo que não fosse vida.E não,ao morrer,descobrir que não vivi. (Dead Poet Society)

 
Autor
Paula Correia
 
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