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Tornei-me estrada

 

No coração ficam as cicatrizes
que o tempo não consegue curar,
tornei-me vento, mar, ave e estrada
na minha voz permanece o teu nome
um sussurro permanente nos meus lábios
percorro na tua sombra,
essa luz que não me procura,
um manto de saudade desce em mim.
és tu na minha mente,
o eco e o fogo que me abraçam
num arrepio, um sentir diluído no tempo
que nem o próprio consegue extinguir

Escrito a 05/02/26


 
Autor
Liliana Jardim
 
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Enviado por Tópico
agniceu
Publicado: 07/02/2026 22:48  Atualizado: 07/02/2026 22:48
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Usuário desde: 08/07/2010
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Mensagens: 748
 Re: Tornei-me estrada
Maravilhoso o poema, poetisa Liliana!

talvez , tornamo-nos saudade que nos leva, e como é tão parecida a saudade das ilhas e a saudade alentejana...

Um abraço e obrigado por continuar aqui no Luso, partilhando a sua poesia única !

Obrigado