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Poemas : 

Revolta

 
As vezes há exatidões
que amava não ver,
Nem ler, nem descrever, nem reviver;
Porque acarretam destruidoras emoções.
.
As vezes idolatrava, ser uma árvore colorida,
Para não ter esta nefasta intuição;
Mas é a vida, é a vida, é a vida!
A vida é uma prova, um desafio, uma desmedida tentação.
.
Antes elegia não enxergar nada,
Muito antes, preferia refugiar-me numa ilusão.
Hoje digo que estou numa cavada decepção,
Uma decepção que agora não comba nada.
.
Estava cegada pelo jeito,
Cegada pelo próprio panorama.
Enfeitiçada para ver tudo perfeito,
Isto sucede como o brotar da rama,
Como um florescer cantante que a estação desnuda.
Mas lembra-te sempre, a vida muda!
.
Como eu mudei,
Primeiro chorei e assimilei,
Depois Inovei, alterei e modifiquei;
Agora estou a apreciar em silêncio.
Mas quando o meu mutismo, falar;
Cuidado,cuidado , tem muito cuidado!
Porque ele irá escutar-se num soberbo, revoltar.

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R



A felicidade são pequenos sorrisos de determinados momentos
Ana Carina Osório Relvas/acor

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A.C.O.R
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Enviado por Tópico
Branca
Publicado: 04/12/2013 20:07  Atualizado: 04/12/2013 20:07
Colaborador
Usuário desde: 05/05/2009
Localidade: Brasil
Mensagens: 2975
 Re: Revolta
Meus parabéns por este poema vivo.
Senti a revolta aqui.
Escreves muito bem e de forma delicada sem rebuscamentos desnecessários que sujam a poesia.
Fica minha admiração e abraço.
Branca


Enviado por Tópico
Asnoréctico
Publicado: 04/12/2013 21:06  Atualizado: 04/12/2013 21:14
Da casa!
Usuário desde: 12/06/2013
Localidade:
Mensagens: 283
 Re: Revolta
Parabéns por sentir-mos nas palavras o teu sentir…•
Parabéns por escrever desenhando "exactidões" que amamos ver, apesar das tristezas que corroem os silêncios …

Quantas vezes, os pássaros raros no seu canto, fazem dos ramos enfraquecidos de uma árvore, seus ninhos …

O importante é que no seu soberbo, revoltar, possa voltar erguer um novo ninho, mantendo lindo assobio no falar da escrita, na vida, nos lugares inacabados ou por serem revelados …

Talvez no seu poema, de desilusão onde escreve “ser uma árvore colorida,
Para não ter esta nefasta intuição;” me traga à memória aquela história da árvore que enganava os pássaros migratórios no Outono, vestindo-se de borboletas, no entanto quando os primeiros pingos de chuva chegavam do inverno, a árvore ficava despida, de tronco nu, deixando dezenas de ninhos ao relento sem cor, ao sabor do vento…

Só as aves, que fortaleceram suas asas, puderam assegurar o abrigo seguro para os seus filhos, abrindo suas asas para serem o tecto, ocupando o lugar das supostas folhas …
Abraçando com suas penas protegendo do frio e do desalento, os que amavam ….

Um abraço, e não desista, desejo que continue a ser esse lindo realejo inimitável na arte e também nas diferentes realidades da vida…