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Poemas : 

CASTELO

 
Oh amor, entre amores imperfeito!
Que varres dos meus olhos a certeza,
Que fazes de oficina o meu peito,
Deixa ruir essas paredes de tristeza!

Lança tua fúria em tempestade
Por sobre a noite que me acena,
Tira de mim as grades da saudade,
Liberta minha luz, já tão pequena!

Oh amor, entre amores escolhido!
Vê os meus passos sem destinação,
Sente o ardor do meu corpo ferido

Pelas profundezas da obstinação.
Que eu torno em flores tua aspereza,
Deixa ruir essas paredes de tristeza!

 
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Amora
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Enviado por Tópico
Vania Lopez
Publicado: 07/03/2015 04:32  Atualizado: 07/03/2015 04:32
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 Re: CASTELO
essa face tão perdida e tão achada.
essa tristeza tem um toque de delicadeza bela.
beijo amiga. barbaridade que belezura!


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 07/03/2015 09:43  Atualizado: 07/03/2015 09:43
 Re: CASTELO
mas este é um soneto que dá música e é canção. muitobom, Amora. um abraço


Enviado por Tópico
Carlos Ricardo
Publicado: 07/03/2015 13:53  Atualizado: 07/03/2015 13:53
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 Re: CASTELO
Ainda estou emudecido de emoção. Anseio por uma "conversa" sobre a tua obra, que há tanto admiro e muito aprecio. Parabéns por este soneto estupendo. Beijo


Enviado por Tópico
DomingosdaMota
Publicado: 07/03/2015 21:02  Atualizado: 07/03/2015 21:02
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 Re: CASTELO
Este soneto, contrariamente ao que dizia o saudoso Júlio Saraiva, é uma prova de que ainda se fazem belos poemas de amor.

DM


Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 10/03/2015 18:51  Atualizado: 10/03/2015 18:51
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 Re: CASTELO
Há sempre uma princesa no castelo presa...
Apenas os grandes amores tornam a aspereza em flores...

Este soneto tem qualquer coisa de medieval e épico, como as velhas cantigas de amigo.
beijo.