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Poemas : 

poeira

 
soube a areia
fustigada pelo vento
do meu corpo em arrepio
por teus dedos explorado

previu o deleite abissal
da carne impoluta
do meu ventre lacerado
na miragem avermelhada
de encontrar o peso teu

e tão logo as sombras do gozo
nos entrelaçaram
fomos os dois o suspiro prandial
da noite desértica

( tempestades breves
que nos cegaram os olhos
esses momentos extremos
que jamais provamos )

 
Autor
Amora
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 23/04/2015 01:13  Atualizado: 23/04/2015 01:13
 Re: poeira
*incrível...
POESIA que permite deambular!
beijoka*


Enviado por Tópico
Carlos Ricardo
Publicado: 23/04/2015 09:25  Atualizado: 23/04/2015 09:25
Colaborador
Usuário desde: 28/12/2007
Localidade: Penafiel
Mensagens: 1949
 Re: poeira
É um grande prazer ler o que escreves.
Como se a realidade fosse ou seja isso que transparece dos teus poemas como um entrelaçar inerente, entrelaçamento a escalas muito diferentes, o qual, à escala maior, só a memória do tempo vivido permite ao poeta sentir a própria existência balanceada no interior de um oceano que também somos e, à escala menor, quando os próprios dedos se agarram e se reconhecem ou os olhos se cruzam e se iluminam de desconhecida eternidade!