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Poemas -> Desilusão : 

Tempo do Meu Sofrimento (Parte II)

 
Minha angustia persiste oh voraz solidão,
Meu peito entorpece lividamente,
A dor o corroe lentamente,
No crepúsculo da vida o amanhã sem salvação.

Os dias estão passando meu dolorido coração,
Desse tempo que é o teu maior inimigo,
Nas asas do amor que não encontraste abrigo,
E os anjos dos céus que não te deram as mãos.

Tuas noites são sempre frias,
Como o orvalho que se forma sob os lírios,
Nas madrugadas que vives em martírios,
Nos calafrios das tuas agonias.

Ah meu purificado coração,
A feroz dor que inunda o meu ser,
É nunca ter te dado uma fervorosa paixão,
Pra livrar-te do abandono que te faz perecer.

E de tanto sofrermos juntos,
Hoje estamos a sóis, eu e você,
Áridos, pois tuas lágrimas já secaram,
E nossos sonhos se eternizaram,
Num tempo de aflição que não fizemos merecer.


Rodrigo Cézar Limeira

 
Autor
Rodrigo Cézar Limeir
 
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Enviado por Tópico
ângelaLugo
Publicado: 16/02/2008 02:47  Atualizado: 16/02/2008 02:47
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Usuário desde: 04/09/2006
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Mensagens: 14977
 Re: Tempo do Meu Sofrimento (Parte II)p/ Rodrigo Cézar Limeir
Querido poeta

Lindo tão lindo seu poema
esta quadra está maravilhosa

"Tuas noites são sempre frias,
Como o orvalho que se forma sob os lírios,
Nas madrugadas que vives em martírios,
Nos calafrios das tuas agonias."
Parabéns

beijo no coração