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Poemas : 

Mãos cálidas e cheias do nada

 
Mãos cálidas e cheias do nada
 
Ando fungando sem tempo,
Tempo que não soube ganhar
Quando tive todo o tempo
Nas mãos cheias do nada fazer.

Enquanto tempo se desfazia
Como bolinhas de sabão,
Nas minhas mãos cheias do nada fazer,
Sorriam forças que o tempo levou.

Hoje, curvado na bengala do tempo,
Deambulo atrás do tempo
Pelas ruas destemperadas do tempo,
Que não quis aproveitar no tempo.

De mãos estendidas nas curvas do tempo,
Tento remediar o passado escorregadio
Com o vazio das minhas mãos
Cálidas e cheias do nada,
Por nada fazer enquanto havia tempo.

Adelino Gomes-nhaca


Adelino Gomes

 
Autor
Upanhaca
Autor
 
Texto
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1706
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Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
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Enviado por Tópico
Peta
Publicado: 07/08/2015 17:50  Atualizado: 07/08/2015 17:50
Colaborador
Usuário desde: 24/06/2015
Localidade: Lisboa
Mensagens: 669
 Re: Mãos cálidas e cheias do nada
Se na nobreza não souber aproveitar, o tempo passa e não perdoa.
Maravilhoso, adorei.
abraços, Peta.


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 07/08/2015 20:04  Atualizado: 07/08/2015 20:04
 Re: Mãos cálidas e cheias do nada
Quando acordamos o tempo passou sem notar
Mas sempre ha tempo!
Gostei. abraço com carinho


Enviado por Tópico
Onde_está_o_@mor?
Publicado: 07/08/2015 20:44  Atualizado: 07/08/2015 20:44
Colaborador
Usuário desde: 25/05/2013
Localidade: Funcheira
Mensagens: 690
 Re: Mãos cálidas e cheias do nada
O compadre nã diga que nã fez nada que as mãos do compadre são mãos de quem trabalha. Eu gosto de gente trabalhadora. abraço


Enviado por Tópico
atizviegas68
Publicado: 08/08/2015 10:56  Atualizado: 08/08/2015 10:56
Colaborador
Usuário desde: 09/08/2014
Localidade: Açores
Mensagens: 1371
 Re: Mãos cálidas e cheias do nada
O tempo sempre disposto a contar tudo e nas mãos o demonstrar.

Gostei. Parabéns

Um abraço


Enviado por Tópico
Migueljaco
Publicado: 08/08/2015 15:02  Atualizado: 08/08/2015 15:02
Colaborador
Usuário desde: 23/06/2011
Localidade: Taubaté SP
Mensagens: 9305
 Re: Mãos cálidas e cheias do nada
Bom dia Adelino, o tempo, é majoritário, não muda seu ritmo em função da nada, então nós temos que nos adequarmos ao seu comando, ou ficaremos para trás em nossos anseios, parabéns pelo redundante poema, um abraço, MJ.


Enviado por Tópico
MariaSousa
Publicado: 08/08/2015 16:16  Atualizado: 08/08/2015 16:16
Membro de honra
Usuário desde: 03/03/2007
Localidade: Lisboa
Mensagens: 4096
 Re: Mãos cálidas e cheias do nada
Tempo. Foi o que dediquei a este poema que li mais do que uma vez. As palavras são de um profundo sentido e bem pensadas.

Gostei mesmo muito.

Beijinhos


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 09/08/2015 04:56  Atualizado: 09/08/2015 04:56
 Re: Mãos cálidas e cheias do nada
Apreciei meu caro, muito bom!


Enviado por Tópico
RayNascimento
Publicado: 09/08/2015 13:08  Atualizado: 09/08/2015 13:08
Membro de honra
Usuário desde: 13/03/2012
Localidade: Monte Roraima - Brasil
Mensagens: 6404
 Re: Mãos cálidas e cheias do nada
A ampulheta nao para... E o que temos é fazer do tempo que nos resta... O nosso melhor. Ray Naacimento


Enviado por Tópico
martims
Publicado: 10/08/2015 18:38  Atualizado: 10/08/2015 18:38
Colaborador
Usuário desde: 12/08/2013
Localidade:
Mensagens: 6797
 Re: Mãos cálidas e cheias do nada
Tempos que se movem ao planto tocados pelas mãos elitizada que se ofusca ao infinito onde grita se o tempo de um ontem.

lindo poema


Enviado por Tópico
kirinka
Publicado: 12/08/2015 10:31  Atualizado: 12/08/2015 10:31
Colaborador
Usuário desde: 17/03/2015
Localidade:
Mensagens: 778
 Re: Mãos cálidas e cheias do nada
Muito Bom

destaco:

"De mãos estendidas nas curvas do tempo,
Tento remediar o passado escorregadio
Com o vazio das minhas mãos
Cálidas e cheias do nada,
Por nada fazer enquanto havia tempo."

Abraço da Luka


Enviado por Tópico
Eureka
Publicado: 17/08/2015 11:29  Atualizado: 17/08/2015 11:29
Colaborador
Usuário desde: 02/10/2011
Localidade: Lisboa
Mensagens: 4239
 Re: Mãos cálidas e cheias do nada
Bom dia Adelino,

Parabéns pelo teu excelente poema de reflexão e sobriedade no balanço que fazes do tempo que já passou em tua vida.
Poema sóbrio, muito bem versado que adorei ler.

Beijos
Eureka