Poemas : 

Setembro

 
Como eu preciso de ver os barcos encostados à muralha,
acabados de chegar, ou prestes a partir.
Quem sabe? Quem me diz?

Como eu preciso dos meus olhos na água,
apressados, com a pressa que as ondas têm...

Já devia ter ido até ao cais
a que chegam todos os barcos depois do verão.
Mas ainda não fui.

Eu aceito.
Aceito, mas não sei por que não param os relógios em agosto,
quando o mar está chão, o sol visível e a areia quente...
Quem sabe? Quem me diz?

Já estamos em setembro,
o mês em que as sombras crescem enquanto o lume se apaga.

E eu já devia ter guardado a nudez para vesti-la
para o ano que vem, quando for tempo para despir a roupa
e regressar.

 
Autor
Luis
Autor
 
Texto
Data
Leituras
813
Favoritos
3
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
36 pontos
2
5
3
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
RoqueSilveira
Publicado: 02/11/2015 21:04  Atualizado: 02/11/2015 21:04
Membro de honra
Usuário desde: 31/03/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 8104
 Re: Setembro
não tenho certezas, só sei que gostei.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 03/11/2015 10:22  Atualizado: 03/11/2015 10:22
 Re: Setembro
Águas que se vestem de quele azul que se manifesta vindo das ondas as essência pluviais, se procuram no cais os vardeiros olhos das marés, vem das brisas candais

Links patrocinados