Lembrando da infância…
pego velhas fotografias
no tempo de preto e branco…
onde tirada na praça
de um velho lambi-lambi qualquer.
Podia ser seu Antônio…
ou, quem sabe, José…
de antigas ruas empoeiradas
da velha Nova Iguaçu.
Meu pai, homem de fibra…
que igual a tocador de viola
me afinava pra vida…
E sempre meu velho pai
me dava boas canções…
E me lembro…
com saudosas saudades
do amor de minha vida…
o verdadeiro amor…
Tão serenas as águas dos rios
que nos mares estão para desaguar…
e vivendo com o tempo…
e a lua para clarear…
Ó minha mãe…
que minhas saudades de ti
são amadas saudades…
Ó mãe de lata de água na cabeça…
não és tu Maria…
mais será sempre,
para sempre…
minha amada mãe…
Que me amou até o fim da vida…
eu sei…
pois és tu o amor de minha vida…
Pois partiu…
e deixou em mim
o que tinha de mais importante nessa vida…
que é o amor…
teu amor…
E passou o velho trem…
a velha Maria Fumaça…
da vida de tic tac…
piui piui…
E hoje estou aqui…
lembrando de trechos
da minha infância querida…
esperando a velha Maria Fumaça voltar…
tic tac…
piui piui…