Algo como um nada
No qual o mundo se sustenta.
Sonhos congelados
Sob o altar da ausência.
Dias como estradas cinzas
Percorridas sem descanso.
Noites invadidas por fragmentos.
O tempo ante as feridas se rasgando.
Pessoas nos corredores e nas ruas...
Meus sorrisos por detrás da hemorragia.
Tendo como abrigo a sombra e a lua,
Escrevo aqui o que antes sangraria.
Guardo no corpo as marcas do vazio,
Que hoje ao invés de morte,
Em vida se manifesta.
E mesmo com a dor física
E o cansaço que me testa,
Sigo regando uma flor
Que a esperança, a esse mundo
Vocifera!