Poemas : 

Mesmo Ponto

 
Amei como quem perde
a medida do mundo.
Nada em mim ergueu
pedido ou promessa.

Descobri que a ausência
não diminui o amor.
Ela o funda.
É nela que respiro
sem descanso.

Não alcanço.
Mesmo assim
há um eixo
em torno do qual
tudo insiste.

O amor não consola.
Pede vigília,
lucidez ferida,
fidelidade sem defesa.

Olhar deixou de ser gesto.
É criação violenta.
Tudo o que vejo
me atravessa.

E se nisso me gasto,
nasço
no mesmo ponto
em que me perco.

 
Autor
Aline Lima
 
Texto
Data
Leituras
27
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.