Sonetos : 

MÁSCARAS

 
Tags:  SONETOS 1996  
 
MÁSCARAS

E tu, com estudada displicência,
Soubeste d'algum modo me atingir:
Sinto-me triste apenas em sentir
A maldade por trás de tua urgência.

As máscaras que exibes com frequência
— Nem sei se por mentir ou se omitir —
Pretendem subtilmente malferir,
Sorrindo-me com vã ambivalência.

Fingires sensações sem desejá-las
Tornam fantasiosas estas falas,
Que repetes qual texto decorado...

Em todo o caso, admiro a boa actriz
Ao pareceres sempre tão feliz,
Embora o coração esfarrapado.

Belo Horizonte - 19 06 1996


Ubi caritas est vera
Deus ibi est.


 
Autor
RicardoC
Autor
 
Texto
Data
Leituras
850
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
2 pontos
0
1
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados