https://www.poetris.com/
Textos -> Outros : 

ENTARDECER

 

Open in new window

A maré traz de volta o rugir do silêncio, o eco da nostalgia e a fúria louca das águas.
A maré bate forte a arranca as pedras duras da rocha espigada.
As dunas desfazem-se e afogam -se nas lágrimas do mar.
São levadas para longe, enleadas nas correntes que o bater engasga.
Sobre o monte branco de espuma paira a raiva que corrói a vida e que com avidez a enterra nas braçadas mareadas da dor.
O sol mastiga a morte e saborei-a ao tombar da noite, ao cair do pano, deixando a nu o caminhar desfeito sobre as águas.
A renúncia é posta à prova nas horas esquecidas em que a maré vai e volta.
Águas revoltas, em fúria, que ficam paradas ao gemer da mente, ao cansaço que esmaga um sentir diferente.
Águas de marés sentidas, nos pés descalços, das horas mortas que findam ao entardecer da vida...
Ana Maria Casaca


 
Autor
Poeta123
Autor
 
Texto
Data
Leituras
59
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
1 pontos
1
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Namas-tibet
Publicado: 10/02/2019 20:33  Atualizado: 14/02/2019 12:48
Colaborador
Usuário desde: 17/07/2018
Localidade:
Mensagens: 649
 Re: Entardecer
A maré vai e volta sempre
Só meu coração rompeu,
Vai e não volta sendo