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A Sereia e o príncipe encantado

 
Tags:  amor    destino    felicidades  
 
Um carro. Um som alto, uma paisagem belíssima, tudo prazeroso. Sophie e sua amiga Kathleen iam até a cidade mais próxima do vilarejo em que moravam a pedido de sua mãe.
Como moravam distante da cidade sempre precisavam ir até lá para abastecer a dispensa.
Ambas felizes, falavam da noite passada; Aonde elas teriam se divertido numa quermesse no pequeno vilarejo.
Comentavam sobre os rapazes que haviam dançado, daí à música revivendo àqueles momentos.
Entre o vilarejo e a cidade havia um percurso litorâneo a estrada ficava no limite, sem acostamento.
Ali ficava o mar de águas transparentes de longe podiam observar o marulhar do mar e muitos barcos de pesca.

Num momento de distração elas foram surpreendidas por um caminhão numa curva sinuosa. Para não chocar de frente com o caminhão Kathleen jogou o carro na ribanceira, caindo no mar.
O carro ficou sendo arremessado contra as pedras. Embora o carro fosse da mãe de Sophie quem conduzia era a amiga.
Sophie havia sido atirada para fora do carro e Kathleen ficara desmaiada. Logo foi encontrada por pescadores e
foi levada em tempo ao único hospital da cidade. Sobrevivendo!
Sophie foi arrastada para longe pelas correntes marítimas. Logo acionaram os resgates para fazerem as buscas. Às horas passavam e nada de encontrar Sophie, para desespero de sua mãe.

Enquanto isso. Sophie foi encontrada por um pescador muito distante dali!
Ele avistou um corpo na areia com um sangramento na testa muito profundo.
Imediatamente ancorou seu pequeno barco. Olhou se à moça tinha pulso viu que estava viva, mas muito gélida.
Como sua cabana era próxima tomou-a em seus braços. Agasalhou, secou o ferimento e pensou: Em levar ao posto médico.

Mas ela despertou, - perguntando aonde estou quem é você? - Ele respondeu meu nome é Nick. Sou pescador te encontrei ferida na beira da praia, não se lembrava de nada não conseguia ficar de pé, ainda estava atordoada com as pancadas.
- Qual o seu nome? Ela ficou pensativa e da sua memória nada se lembrava. Naquele momento ela se desesperou e ele também, pois havia encontrado uma moça sem memória e agora pensou?!

Nick era um homem másculo de uma beleza rústica bronzeado pelo sol, olhos verdes esmeralda.
Um solitário que havia sofrido uma forte desilusão amorosa. Dessa forma, refugiou-se ali distante de todos.
Quando necessário saia para comprar alimentos. Vivia do mar para casa e vice-versa.
Nas noites muito frias se aquecia frente à lareira e fumava um havana acompanhado de um bom vinho. Vez por outra dedilhava seu pinho que vivia encostado!
Ele era um homem de posses e intelectual, mas tomara aquela decisão de viver da pesca se aventurando em alto mar. Pensou: Nunca mais amar!

Diante da situação que a vida lhe proporcionara ele tomou as devidas precauções:
- Foi até uma farmácia, para comprar medicamentos.
- E numa loja feminina, pois à moça necessitava de roupas e peças íntimas.
Ele tinha um jipe para suprir suas necessidades quando precisava ir até a cidade. Sophie estava febril e parecia delirar, mas nada ele compreendia.
Dia a dia ele cuidava de Sophie. Tinha esperança que ela se lembrasse de tudo e ao mesmo tempo temia perdê-la para sempre.
Quanto mais o tempo passava mais ele se afeiçoava a ela o mesmo ocorria com ela em relação a ele. Ambos não diziam nada.

Sophie era uma moça muito bonita, tinha olhos negros e cabelos pretos longos. Um corpo muito bonito, que Nick observava discretamente.
Quando ela ia tomar banho, ele sempre dava um jeito de tocar nela quando ia secar à moça, ela ficava furiosa, mas tinha que aceitar, pois precisava de ajuda.
Embora ela ainda não ter recobrado a memória não gostava das roupas que ele havia comprado, parecia não combinar com o seu jeito de ser!
Por ela não lembrar-se de seu nome. Ele a chamava de Sereia! O que a deixava mais irritada, mas no seu íntimo amava.

A Sereia já estava quase curada o corte na testa estava cicatrizado parcialmente, e Nick sentia-se inseguro. Com medo que ela lembrasse de tudo! Ele já a amava como nunca havia amado. E pensar: Que estava ali por sofrer por um amor que não valeu a pena.
Passava o tempo, as buscas cessaram. A mãe de Sophie ia todos os dias no local do acidente na esperança
de notícias e se alguém sabia da filha.
Kathleen sempre a acompanhava e ambas voltavam tristes. O jornal local sempre deixava uma matéria com foto falando do ocorrido afim de respostas.

Numa ida de Nick a cidade levou a Sereia pois ela quase não saia. Passou no único jornaleiro da cidade que o cumprimentou quanto tempo Sr. Nick, - o que aconteceu?
- Ele respondeu: Nada demais, estava sem coragem de sair de casa. Na realidade ele tinha medo de ler alguma notícia referente a Sereia; tanto que a deixou no carro.
O que ele previa aconteceu, na página principal estava uma manchete... Falando do acidente com Sophie e da procura de sua mãe por ela. Ele estremeceu e escondeu o jornal, entrou no carro todo desorientado, pois descobriu tudo. 

Mesmo assim: Decidiu não revelar à moça. Mas lutar por aquele amor na esperança que ela nunca mais lembrasse. 
Naquele dia, à noite esfriou. Ele acendeu à lareira, preparou um jantar acompanhado de um bom vinho. Pegou o seu violão, sacudiu a poeira e começou a dedilhar cantando uma linda canção de amor.
Esta canção deixou Sophie meio perturbada como se viesse algo a sua memória. Num dado momento ele a convidou para se aproximar dele pois estava muito frio,
mesmo sendo uma noite de luar. 

Ele deixou o violão e tocou levemente em sua mão, ambos sentiram um calafrio... Não resistiram ao desejo e o amor que ambos sentiam um pelo outro. 
Beijaram-se com sofreguidão, aos poucos ele a despiu e se despediu, ela em êxtase, tudo lhe parecia novo as sensações... E nada sabia do que poderia acontecer. 
Apesar de Sophie já dirigir , se divertir no vilarejo era uma moça de família, sua mãe havia criado muito bem e esperava por seu príncipe encantado para poder casar-se.
Nick, sabendo da falta de memória dela, tomou todo cuidado ao tocá-la, num momento de maior fulgor, ele percebeu que ela era pura e não continuou, tomou um susto. 

Ela também ficou sem entender! Ali continuaram juntinhos, aquecido um no ombro do outro. Ela adormeceu feliz, pois estava nos braços do seu amado. 
Entretanto, Nick não dormiu. Achando que ele estava sendo castigado, quando encontrou o grande amor da vida dele não podia viver intensamente. 
Principalmente quando ela descobrisse que ele já sabia de tudo. Ele se achou egoísta, quanto sofrimento! 

Pela manhã ele não quis sair dali pois ficaram ali no tapete frente à lareira. Estava triste e ela feliz. Logo cedo foi ela que trouxe a bandeja com o café. 
Ele sorriu e deu um forte abraço, beijando-a na testa. Mas ela foi além, beijou seus labios com muito amor. 
Logo após tomarem o café, ele a convidou para dar um passeio na praia, enquanto ele pensava no que fazer. 
Já a amava demais para deixar ela sem saber de toda verdade! Ele a queria por completo... Não podia ir além! 
Aproveitou aquele momento para tomar banho de mar, correr, rolar na areia... Beijaram - se numa volúpia, mas ele sempre esquivando -se.

Ao rolarem na areia com as brincadeiras ela caiu com todo corpo e sentiu uma fisgada na cabeça, ficou meio zonza e veio algumas imagens de sua memória... Entretanto, nada que pudesse decifrar. 
Foi quando ele tomou uma decisão: Temos que viajar! 
- Ela perguntou para onde? - Ele respondeu: Para uma cidade um pouco distante daqui. 
- Ela perguntou para fazer o quê? Aqui está tão bom! 
- Ele respondeu: Lá saberá. - Ela tudo bem! 
Ela estranhou porque ele arrumou tudo que era dela e pôs na mala. Dirigiu-se ao carro. Ela olhou para trás como se já sentisse saudades. 

Ele de posse do endereço foi direto para a residência de Sophie. Tocou a companhia, quando saiu uma senhora muito elegante, porém muito abatida pela perda da filha, se parecia com Sophie! Ele ficou surpreso. 
Cumprimentou a senhora e contou toda a história. Como teria encontrado a Sophie e que a chamava de Sereia, porque ela não lembrava o nome e que há pouco tempo descobriu tudo sobre o acidente. 
A mãe quase desmaiou de tanta emoção, foi logo procurando pela filha. Ela ainda não se lembrava da mãe nem de ninguém. A única pessoa que conhecia era Nick e sentia-se segura com ele. 

Ficou assustada. Nick, falou que ela tinha que ficar pois aquela senhora era sua mãe... Elas se abraçaram, Sophie sem muito ânimo. Sua mãe foi logo mostrando fotos e outras coisas que ela pudesse confiar e recomeçar! 
Ao mesmo tempo que questionou Nick por não ter revelado logo para ela. Ele apenas disse: Foi por medo de te perder por te amar, mas não era justo que você não soubesse. Logo agora que sua memória começou a dar sinais de suas lembranças. Ela chorou e pediu para ele não ir, - ele deu um beijo um abraço apertado e partiu.
A mãe de Sophie disse: Sr. Nick, ele respondeu. Pois não senhora! Muito obrigada por ter cuidado da minha filha. Mais uma vez ele sorriu e partiu. Não acreditando que aquilo estava acontecendo com ele!

Em seguida a mãe de Sophie foi procurar por Kathleen e todas as pessoas que com ela choraram... Enfim, foram aos trâmites legais... Para que tudo pudesse voltar a normalidade. Levou a filha ao médico e tudo mais. 
Mas Sophie não esqueceu Nick. Todas às noites eram sempre assim: Chorando lembrando-se dele. Do seu cheiro da sua boca carnuda de seu olhar penetrante. 
Nas terapias era feito de tudo para que aos poucos ela se lembrasse de tudo...Começou pela música, por isso sentiu uma sensação estranha na casa de Nick.

Cada dia que passava ela o amava. Especialmente pelas lembranças vividas na cabana, percebeu o quanto ele foi respeitoso e cuidadoso com ela. 
Já refeita da memória, conversava com sua amiga que tomara uma atitude, ia embora para sempre para ficar com seu príncipe encantado. Falou para sua mãe que muito religiosa não aceitou que a filha fosse viver assim. 
Dessa forma, foram as três ao encontro de Nick. Chegando lá, chamou e nada dele aparecer... As pernas de Sophie se puseram a tremer temeu não mais o encontrar.

Mas a porta batia pelas rajadas dos ventos, - Ela entrou devagarinho e viu Nick deitado na cama desfigurado. Pois não comia, perdeu o apetite de tanta saudade. Logo adoeceu, agora, era ele que estava fraco. 
Ela pediu a sua mãe e a amiga para ajudar preparando um caldo para ele. De forma que ele foi voltando as forças e feliz por estar ali com ela. 
Ela se declarou, agora consciente de tudo e foi pedindo ele em casamento, falou das condições que sua mãe propunha, - Ele aceitou de imediato pois era o que ele mais queria... 
E assim, puderam casar e se amar ! Realizar seus sonhos. Foram felizes para sempre!

 
Mary Jun




Mary Jun

 
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Maryjun
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