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Poemas : 

bar de agosto

 
não, apesar de falhar
eu nunca bebo, nem prefiro um bar
nas minhas mãos apenas
um triste cálice
cheio de silêncio que me deseja
com traje de ilusão.
olho o seu fundo como que ao espelho
tento perceber-me, vender-me ao seu sangue
coisa que a noite não consegue resolver.

ah, cansa-me tanto o sonho.

fujo então para fora de mim
corro da minha sombra,
já vai alta a madrugada
à porta do bar fechado.

passado, futuro nada me chega
e o presente tão parado

atiro ao chão esse copo
e só aí me dou conta
do coral de gatos no telhado


RoqueSilveira

 
Autor
RoqueSilveira
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 10/08/2019 11:58  Atualizado: 10/08/2019 11:59
 Re: bar de agosto
não bebes, não sabes o que é bom. eu bebo. também dispenso bares. mas bebo tudo o que tenho direito por direito a um bar diferente. desde que não me faça mal. tudo... como quem diz, o vinho, e só o vinho em minha casa. o café depois da refeição... bom, em jeito de brincadeira a falar a sério, a contenção... a consciência é vital. uns veem gatos duma maneira outros doutra. desde que se veja gatos! eu vejo gatas! eu mato-me... depois costumo acordar para mais tarde voltar a dormir. qualquer dia será de manhã. espero