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Olhos do Ator

 
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Olhos do Ator

No clarão azul do silencio,
turva era a sua retina morta.
Salta nuvens que dos céus despencam
sobre este desperto coração,
com os soluços da sua artéria aorta.

Indevassável os seus olhos escuros
e a sua córnea fina não esbranquiçada como vidro,
porém estilhaçada, era macia e mansa.
E neste palco repleto de muros
eram suas as lagrimas que encharcavam o chão comovido.

E assim se construía a vida derradeira,
entre o escuro e a luz,
certo que o mundo era coberto de fogueiras
e sombras, archotes e labaredas
e as dores que a tudo isto induz.

E assim começava a peça dramática,
com seus lábios e línguas
e os olhos do ator,
escuros como a noite profunda
mas com seu brilho arrasador.

Alexandre Montalvan

 
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montalvan
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 22/10/2019 20:42  Atualizado: 22/10/2019 20:43
 Re: Olhos do Ator
caro amigo, eu se viesse aqui muitas vezes enlouquecia. frodasse. será dos filmes americanos que andais a ver? neste mundo nada é arrasador. nem os olhos da lampreia. palavras! palavras assim tiradas não sei de onde porque faço de conta que não sei ou não quero saber são menos que nada. tenha uma boa noite


Enviado por Tópico
Violante
Publicado: 22/10/2019 23:28  Atualizado: 22/10/2019 23:28
Super Participativo
Usuário desde: 10/09/2019
Localidade: Campinas, Brasil
Mensagens: 127
 Re: Olhos do Ator
O ator é um e é muitos.
Seus olhos refletem o drama da peça. Representam o mundo de outros.

Gostei de seu poema.

Carpe diem


Enviado por Tópico
Jmattos
Publicado: 23/10/2019 01:52  Atualizado: 23/10/2019 01:52
Colaborador
Usuário desde: 03/09/2012
Localidade:
Mensagens: 16273
 Re: Olhos do Ator
Poeta
A vida é como um drama e nela somos atores. Não podemos ficar inertes, indiferentes. Vamos vivenciar momentos de luz, mas também momentos de dor e sombrios. Tudo é aprendizado. Seremos julgados pelos nossos atos e sentiremos nossa pele queimando em labareda. Com o tempo não teremos medo de ser jogados na fogueira, dançaremos ao redor dessa ou sobre ela e sairemos purificados.
Fiz tantas interpretações, em uma delas esse poema tratava da morte! Desculpe minhas viagens! Adorei!
Beijos!
Janna