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Poemas : 

Só a poesia pode-me Salvar.

 
Mostra-me tudo
e ensina-me tudo
o que sabes.
Saberei então dizer-te
do que sou feita,
como quem acorda numa doce manhã
sem pressa...apenas infinito.

Ainda sou Primavera
e a esperança está colada em Mim.

Sou Beijo gentil e Abraço casa.
E juro que me perco
com uma alma nutrida
que irradia luz e calor.

E sei da veracidade
de me querer perder,
a dar e receber,
tenras fragrâncias celestes.

Mostra-me tudo
mas sobretudo ensina-me
o que tanto já sabes.

Ainda anseio ser Amor
meu aroma predilecto,
e subir à face mais pura do sol
para sonhar pontes doiradas de mel
e chocolate.
E quem sabe também
ser Lua cheia,
amorosa,
misteriosa
e salpicada com canela.

Mostra-me...





Luka

 
Autor
kirinka
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Enviado por Tópico
Violante
Publicado: 20/12/2019 22:20  Atualizado: 20/12/2019 22:20
Da casa!
Usuário desde: 10/09/2019
Localidade: Campinas, Brasil
Mensagens: 396
 Re: Só a poesia pode-me Salvar.
Olá Luka

"Sou Beijo gentil e Abraço casa."
Poesia linda. Amorosa.

Desejo de Feliz Natal. Beijo


Carpe diem


Enviado por Tópico
Margô_T
Publicado: 27/05/2020 09:33  Atualizado: 27/05/2020 09:34
Da casa!
Usuário desde: 27/06/2016
Localidade: Lisboa
Mensagens: 309
 Re: Só a poesia pode-me Salvar.
Gosto desta escrita fluida!
Só pela poesia poderemos, talvez, dizer de que somos feitos:
“Saberei então dizer-te
do que sou feita,”

Sendo que nesse dizer não há pressa, visto que o infinito passa a pertencer-nos pela união com essa palavra poética que é múltipla de interpretações/possibilidades (tão profusa quanto profunda):
“sem pressa...apenas infinito.”

Mergulhando, então, na metáfora poética (que, de repente, se mostra e ensina como se pretendia no início do poema: “Mostra-me tudo/e ensina-me tudo/o que sabes”) surge um “abraço casa” – o abraço que abriga e que, envolvendo-nos, nos protege como uma casa – e o sujeito poético perde-se nas próprias imagens e palavras que dele vêm:
“E juro que me perco
com uma alma nutrida
que irradia luz e calor.”

Pela poesia seremos a própria impossibilidade, daí a última estrofe ser a divagação dos vários anseios do que se poderá ser. E porque
“Ainda sou Primavera
e a esperança está colada em Mim.”

e, com a esperança, vem a abertura a todos os possíveis infinitos que mentalmente nos tomam, o poema abre-se "à face mais pura do sol".