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Poemas : 

FACA

 
cuspo o escrúpulo da manhã
com meu coice de água
a esvair-se dos poros.

(manhã em manhã tropeça
em minha pedra do existir)
                                                                                   
do sangue sobe uma ave
batida de ambição. vocábulo

: caibro de minha arcada
e rastro do meu pão.

a pupila perde o gume
: o sol prossegue sol
no poleiro dos pósteros.

eu – com mãos mínimas –
pleiteio o azul.

eu – opúsculo de ventos –,
ofídico à Manhã.


 
Autor
KissyanCastro
 
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Enviado por Tópico
(Namastibet)
Publicado: 22/02/2021 21:12  Atualizado: 28/02/2021 19:33
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 fico sem palavras perante as tua poesia
fico sem palavras perante as tua poesia