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Sonetos : 

A Estrelinha

 


Estrelinha pequena suspirava
por maior um tamanho que queria.
No vazio do Cosmos se sentia
mui minúscula e flamas bem chorava.

Diminuto valor em si cuidava
Valor ter que valor não lhe auferia
e ao Destino cruel ela inquiria
do porquê da fraqueza que tomava.

Concedeu-lhe resposta então o Fado,
que gigante a não fez com tal primor
por não cedo a querer em extinção.

Afinal, dom um deu-lhe em grão cuidado,
pois que quanto menor a estrela for
mor será de seu tempo a dimensão.

Este poema é um soneto astronómico.
 
Autor
DanielJerónimo
 
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