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Poemas : 

O cupido sempre acerta

 
Será que importam as setas
Se o cupido sempre acerta
Flechando-me
com a ternura ,…

O que eu sou, só a mim cabe
Ande pela treva ou pela trave
Sustentando
o meu casebre.

Por aqui, vive a doçura,
Deixei para lá a amargura não me sinto uma qualquer,…


O meu amor é meu,
De mais ninguém!
O meu amor é tão meu
Que quem o sente sou eu.

 
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Enviado por Tópico
Gilda.
Publicado: 16/04/2021 13:48  Atualizado: 16/04/2021 13:48
Muito Participativo
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 Re: O cupido sempre acerta
De quem se sente segura e sabe bem o que quer:)

Gostei muito.
Abraço de obrigada pela partilha:)


Enviado por Tópico
Almamater
Publicado: 18/04/2021 03:12  Atualizado: 18/04/2021 03:12
Muito Participativo
Usuário desde: 16/02/2021
Localidade:
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 Re: O cupido sempre acerta P/ Esqueci
Muito bonito o seu texto, também porque gosto de pessoas seguras, que sabem o que querem.

Sorriso d'Alma

Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 18/04/2021 10:27  Atualizado: 18/04/2021 10:32
Colaborador
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 Re: O cupido sempre acerta
Verdade, a "...ternura,..." é tramada...
Esquivo o nosso "...cupido...".

Gosto imenso da sonoridade da segunda estrofe. Começa com uma afirmação no primeiro verso dum carácter universal indiscutível.
Andar "...pela trave..." exige bastante equilíbrio. "...pela treva..." também, ou algum tipo de lanterna.
Mas o poema parece ter luz própria, porque a doçura (e a supracitada ternura) parecem fazer bem o papel.

Largar a "...amargura..." não é um caminho fácil, todos os tipos de dor nos empurram para ela. Conviver com a dor e ser doce é um acto de individualidade raro. Concordo muito com o segundo verso da terceira estrofe.

Apesar de podermos expressar o que sentimos através de actos (e não só), retribuindo o amor, ou a ternura que é uma seta bem afiada, o que sentimos é uma experiência pessoal intransmissível.

Sem nunca esquecer que o amor próprio é de se estimar.

Abraço irmã