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A insensatez da guerra

 
Na fronteira da loucura e da dor, 
Onde os sons são temor e destruição, 
Ecoam os gritos, a triste melodia, 
Da insensatez que assola sem razão. 
 
Guerras que brotam como ervas daninhas, 
Ceifando vidas, almas inocentes, 
Homens e mulheres, jovens e velhos, 
Envolvidos na dança dos planos indecentes. 
 
Nas cinzas dos sonhos queimados pelo fogo, 
Perdemos o rumo, esquecido o desatino, 
Onde a razão se desfaz em frangalhos, 
E a esperança se perde do destino. 
 
Oh, insensatez que cega os olhos da alma, 
Que nos leva a uma imensa tristeza, 
Onde o silêncio é o lamento mais profundo, 
Das vidas perdidas nos campos da incerteza. 
 
Que saibamos, enfim, romper esta corrente, 
Erguer a bandeira da paz no coração, 
Pois só no abraço fraterno de cada um, 
Encontraremos a verdadeira redenção. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

 
Autor
Odairjsilva
 
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Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 02/04/2024 05:46  Atualizado: 02/04/2024 05:46
Usuário desde: 06/11/2007
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 Re: A insensatez da guerra



Na mão não há vê de vitória,
os dedos foram todos amputados.
Nos dedos dos pés não há agrados.
Não consigo contar a história.

Falta-me a voz, dedos, memória;
minas e balas de baleados,
de sobra. Cotos envergonhados,
doridos, onde fica a glória?

Um vê que faço, braços abertos,
a cabeça a estragar o desenho.
Mais parecido com um duplo vê.

Vê a dobrar, os olhos incertos
da miopia, que agora tenho.
Nada vejo, sinto, não sei porquê.


De cheiramázedo, da parte V