Estou lá atrás, no Natal, naqueles olhos espantados de Natal, dementes de expressão.
Como dizer o que não se sabe. Que poema diz as minhas palavras sempre aquém.
Porque não saem dos olhos perplexos signos a perfazer vocábulos.
Natal e foguetes de natal, árvores enfeitadas com pedaços de corpos
escorrendo sangue que tem a cor do natal.
Saiu o perú, que comi, indemne, inocente no silêncio dos bombardeiros.
Os olhos de rapaz foram diagnosticados: foi enviado para a tenda dos doentes mentais.
Porque queria exprimir a dor e não sabia.