Guardo no peito um segredo morno, algo que acorda antes de mim Não faz barulho apenas me chama por dentro
Quando vem, o corpo reconhece A palavra se aproxima devagar, toca onde ainda não dei nome e pede passagem
O mundo permanece inteiro lá fora Aqui, abro o caderno como quem consente Um verso repousa, outro se aproxima, e eu cedo ao ritmo que me escreve
Fecho o caderno com cuidado Algo ficou pulsando sob a pele Alguns vivem o que sentem Eu permaneço quando escrevo
Fragmentos de Sonhos
Senhora Poesia