Meu dilema repousa entre a vírgula e as reticências.
Ali fico, suspensa, encurralada no intervalo do sentir.
O ponto final me chama mas assusta é definitivo demais para quem ainda carrega perguntas vivas
Entre essa e esta questão, tropeço nas palavras: escrevo porque preciso ou porque os porquês da vida me induzem ao papel?
Às vezes sou pergunta, aberta, inquieta, sem resposta. Outras, quase exclamação, pulsando feito grito contido. No fundo, percebo que não escolho o sinal, é ele que me escolhe.
Escrevo porque o silêncio não me comporta, e a poesia é o único lugar onde posso existir sem ponto final...
Fragmentos de Sonhos
Senhora Poesia