Somos,
Como invólucros,
Corroídos pelo tempo.
Infelizmente,
Há quem…
Nem o próprio âmago,
Deixa escapar,
Á ferrugem.
E acabam,
Por ficar ferrugentas,
Por dentro…
E por fora.
Apenas o espelho,
Nos irá ensinar,
Que todos os dias,
Estamos um pouco mais diferentes,
Do que no dia anterior.
A Cada dia que passa…
A triste realidade!
E futuramente…
Ade ser bem pior.
O que nos ira ser mostrado,
Todos os dias.
Irá relembrar-nos,
De que estamos aqui,
Apenas de passagem.
E este…
É o nosso grande amigo,
Quando nos convém…
Mas quando,
Não nos convém,
Torna-se rapidamente,
No pior inimigo,
Que por vezes matamos,
Quando nos mostra a realidade,
Crua e nua,
E não gostamos de ver.
Fazemos de tudo para o enganar…
Para nos enganarmos a nós próprios.
Pintamo-nos,
Mascarramo-nos.
Mas não há como.
Ele,
É o que é,
Fizeram-no assim.
Ele consegue ser,
Sempre mais honesto,
Do que nós!
E lá vamos nós,
Mais uma vez,
A inventar sempre,
Novas variantes,
Para nos enganarmos,
Continuamente,
A nós próprios.
Diogo Cosmo ∞
Lisboa - Porto
08:33 12-06-2025
DIOGO Cosmo ♾