beira-mares que afastam os viventes,
gentes que fogem aos prazeres,
todos sofrem dessas vagas,
cheias ou vazias
de multidão.

gentes que acabam por despir as praias,
menos o nadador saudoso,
o velho nadador que, todos os dias,
olha com o coração
para o passado,
independente da estação
ou do céu nublado...
agora,
só,
nada
na
dor.
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