A palavra pesa.
A lembrança insiste.
E mais um dia
a minha mente caminha
pelos lugares onde você ainda mora.
Na razão, era erro.
No peito, era amor…
ou algo tão intenso
que roubou dias, meses,
pedaços inteiros de mim.
Perdi minhas músicas preferidas.
Perdi o seu cheiro na memória da pele.
Perdi você…
se é que um dia realmente o tive.
Quando estava ao meu lado,
eu era horizonte…
cheia de possibilidades,
leve, expansiva, viva.
Quando se afastava,
eu era queda…
perdia o centro,
a razão,
o equilíbrio.
A dor ainda senta comigo.
Mas eu sigo.
Sigo com resistência nas veias,
com dignidade nos passos,
com uma fé silenciosa
de que tudo o que foi vivido
não será em vão.
Vou me permitir amar de novo.
Um amor que fique.
Que cuide.
Que tenha disponibilidade
para estar… inteiro.
Enquanto isso,
me agarro ao que posso ser sozinha.
Estou construindo
uma nova versão de mim.
Não porque deixei de ser quem sou,
mas porque estou aprendendo
a me escolher.
E, dessa vez,
eu fico. ❤️